Provas de Doutoramento em Engenharia e Políticas Públicas | Rui Agostinho

Aluno: Rui André Pereira Agostinho

Título: “Essays on Workforce Demographics, Entrepreneurial Transitions and Startup Performance”

Data: 29/10/2025

Hora: 10h00

Localização: Anfiteatro PA-3, Edifício de Matemática (Piso -1)

Orientador: Professor Rui Miguel Loureiro Nobre Baptista (IST)

Coorientador: Professor Hugo Miguel Fragoso de Castro Silva (IST)

Coorientador: Professor Stieneke Jolanda Annemarie Hessels (ESE)

Breve descrição do trabalho: A minha dissertação é composta por três ensaios sobre como as características demográficas da força de trabalho impactam as taxas de empreendedorismo e o desempenho de startups. A base de dados usada nestes estudos é o Quadros de Pessoal, uma base de dados que liga empregadores e trabalhadores Portugueses. Estudos anteriores mostram que gestores têm maior propensão para empreender. Outros estudos teorizam o chamado “rank effect”, segundo o qual trabalhadores mais velhos atrasam a progressão dos mais jovens, reduzindo a sua probabilidade de alcançarem cargos de gestão, e, consequentemente, de empreenderem. Outra teoria, o “small firm effect”, defende que trabalhadores em pequenas empresas adquirem competências diversificadas, tornando-se mais propensos a empreender. O primeiro ensaio analisa percursos profissionais que conduzem ao empreendedorismo. Usando sequence analysis, mostramos que gestores e trabalhadores de pequenas empresas têm maior probabilidade de empreender. Estes trabalhadores tendem a trabalhar em empresas com gestores mais jovens e promoções mais céleres. Gestores de topo são mais propensos a criar empresas do que gestores intermédios. O segundo ensaio investiga de que forma a demografia das firmas influencia as taxas de empreendedorismo. Utilizando modelos de risco discreto com entropy balancing, mostramos que trabalhadores em empresas com gestores mais velhos, e com promoções tardias, têm menor probabilidade de empreender. Este efeito é mediado pela ocupação de cargos de gestão. Trabalhadores com progressão lenta mudam mais frequentemente de empresa, mas não empreendem mais. Novamente, gestores de topo mostram maior propensão empreendedora do que gestores intermédios. O terceiro ensaio analisa o impacto das experiências anteriores de fundadores e trabalhadores no desempenho de startups. Mostramos que startups cujos fundadores e trabalhadores têm experiência em pequenas empresas, obtêm melhor desempenho inicial, mas que, ao longo do tempo, aquelas cujos fundadores e trabalhadores são oriundos de grandes empresas, sobretudo com experiência de gestão, obtêm melhores resultados. Esta dissertação sublinha que experiência de gestão apoia tanta a probabilidade de empreender como o sucesso de startups, mas que trabalhadores mais velhos atrasam a progressão na carreira dos mais novos, diminuindo as suas chances de empreender. Experiência em pequenas empresas beneficia o desempenho inicial, mas pode prejudicar o crescimento a longo prazo.

Centro de Investigação: Centro de Estudos de Gestão do Instituto Superior Técnico (CEGIST)

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